Vivemos
tempos obscuros. E não é somente o Brasil, mas também a nossa terrinha que
passa por tempos difíceis. Faz algum tempo que o Brasil adentrou numa crise
política e econômica jamais vista nas últimas décadas. As instituições
desmoronam como se fossem um castelo de cartas e nós, o povo, perdemos a crença nos homens. Diante da
corrupção desenfreada e da ganância dos políticos pouco nos resta em quem ou no
que acreditar.
Como se não fosse o bastante,
nos últimos tempos a violência tomou conta de nossa região e antes o que se via
nos noticiários da TV entrou pela janela de nossas casas. Diante da inoperância
da polícia os assaltantes agora arrombam as portas das casas das pessoas, nos
sítios e nas fazendas, e praticam todo o tipo de violência para que elas lhes
entreguem o pouco dinheiro que têm. Que saudades dos tempos em que podíamos
dormir de portas abertas. Mas, como desgraça pouca é bobagem, as chuvas que caíram na Mata Sul e parte do
Agreste de nosso Estado provocaram um estrago tremendo em algumas cidades! Mas,
convenhamos, chuvas são uma bênção de Deus!
Não se pode, absolutamente,
culpar os fenômenos da natureza pelos estragos que causaram, eis que bom seria
que esta bênção tivesse alcançado a
totalidade de nossa região Agreste, tão castigada pela seca desses últimos anos,
embora a chuva fina, caída nos últimos dias, tenha sido para nós um alento. Os açudes ainda não encheram, mas não
percamos a fé.
O fato, porém, é que tanto a
violência quanto as enchentes, ou mesmo o flagelo da seca poderiam ser
evitadas, ou minimizadas, caso nossos administradores cumprissem com o seu
dever legal, de aplicar bem os recursos públicos mas, como se sabe, só pensam
em ficar cada dia mais ricos às custas do meu, do seu, do dinheiro de todos.
Esta é a grande verdade.
Mas, como venho dizendo, vivemos
tempos obscuros, mas ao menos resta-nos
a fé.
Vamos ter fé, portanto, que dias melhores virão!
*PAULO
ROBERTO DE LIMA é graduado em Filosofia pela Universidade
Católica, bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, ex-Procurador Federal, e atualmente exerce a advocacia.

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